Ali estavam pessoas que nunca se tinham visto antes, uns mais bem vestidos outros mais abandalhados, mas todos tinham a mesma expressão, vínhamos sempre com pressa de usar. Depois de sermos possuídos pelo efeito da heroína já ninguém era estranho, todos estávamos como se interligados, e aquele ritual fazia parte de toda a magia do consumo, não havia ali dedos acusadores apenas consumidores. Pessoas são pessoas, seja durante o uso de drogas, como em uma qualquer conversa de café , muita merda se diz sem sentido. O mito da metadona chegava a ser assustador, tal que durante anos jurei para mim mesmo nunca procurar essa ajuda, aliás, chegava-se a falar durante os consumos que era preferível dar no cavalo do que tomar metadona. Claro que passados anos de destruição e de curas fracassadas, ou morremos ou escolhemos não consumir. Muitos conseguiram estar anos e anos sem consumos pelo esforço que faziam, na maioria um esforço feito, não para eles, mas p...