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terça-feira, 8 de Abril de 2014

Estudo: droga anti-retroviral popular tem mesmo efeito no cérebro como LSD


Medicamentos anti-retrovirais são vitais para aqueles que tentam manter o HIV e SIDA na baía, mas os efeitos colaterais de uma droga psicodélica comum pode levar alguns usuários de surpresa.

O efavirenz, um fármaco que é normalmente utilizado em conjunto com outras drogas como um cocktail de combater um tipo de HIV (HIV-1), tem uma série de efeitos colaterais que incluem sentimentos de terror, grave  depressão, psicose, paranóia e alucinações delirantes . Para surpresa dos pesquisadores que investigam estes efeitos secundários, verifica-se que efevirenz tem um efeito semelhante sobre o cérebro como dietilamida do ácido lisérgico - conhecido para a maioria como LSD.

Os efeitos colaterais de lazer do efavirenz não são algo novo - há anos na África do Sul as pessoas foram fumar comprimidos esmagados efavirenz (às vezes com a maconha ou outras drogas) para um fácil no alto de uma mistura conhecida como"wunga" . Um efeito colateral terrível disso é que, em um país onde 17,8 por cento dos adultos são portadores do vírus HIV (a quarta maior taxa do mundo), as pessoas estão treinando seus corpos para ser imune a medicamentos anti-retrovirais.

Os efeitos colaterais psicodélicas de efavirenz também são vistos em pessoas que tomam como medicamente prescrito, no entanto, com algumas pessoas que desenvolvem doenças psiquiátricas adversas como resultado. Essa história efeito colateral conhecido, juntamente com os relatos de seu uso na África do Sul, atraiu a atenção de John neurofarmacologista Schetz da University of North Texas Health Science Centre .


Falando à Wired.co.uk via e-mail, Schetz disse: "Eu vi um ABC News Nightline Relatóriopor Jim Sciutto E há alguns anos atrás, onde ele detalhou a prática de pessoas que esmagam os comprimidos de efavirenz e fumando-los para um alto eu estava curioso. para ver se eu poderia reunir todos os dados científicos que possam confirmar ou refutar a idéia de que o efavirenz pode ser uma droga recreativa atraente. Durante este processo, me deparei com a literatura que descreve os efeitos colaterais neuropsiquiátricos adversos do efavirenz, o que, em alguns casos, pareciam se encaixar com comportamentos observados no novo relatório naqueles que estavam fumando o medicamento. "

Claramente, o efavirenz tem efeitos neuropsiquiátricos que ambos os usuários e abusadores estão experimentando. Quando Schetz e sua equipe testaram efavirenz em ratos, deu resultados intrigantes - de acordo com perfil molecular da farmacologia receptor de efavirenz, o receptor de serotonina 5-HT2A foi o local mais afetado pela droga. Essa é a área do cérebro que é especificamente ativada por drogas alucinógenas e psicodélicas como o LSD.

Enquanto potência de efavirenz não estava nem perto que do LSD, os efeitos comportamentais em ratos (mais facilmente visto em termos de natureza, espasmos incontroláveis) foram comprovadamente semelhante sob a influência de ambas as drogas. Simplificando, os ratos foram tropeçando bolas, cara.

No entanto, para saber se é preciso dizer que os efeitos do LSD e efavirenz sentir o mesmo para os seres humanos, não é possível dizer, Schetz disse: "Com base em perfis receptor pré-clínicos e comportamentais medidas que esperamos que haveria algumas semelhanças, [ estudos no entanto] controlados em seres humanos, simulando a prática daqueles que abusam do efavirenz ainda não foram realizados. Além disso, a maioria dos medicamentos têm vários locais de ação que levam a múltiplas, efeitos mistos, o que pode influenciar o efeito subjetivo geral experimentada por um usuário. "

A psilocibina, o ingrediente ativo dos cogumelos mágicos, também age sobre o receptor 5-HT2A, então apenas como diferentes alucinógenos dar experiências diferentes, por isso pode se sentir diferente efavirenz com o LSD. Schetz adverte contra quem pensa dessa pesquisa faz efavirenz uma nova droga divertido tentar: "É razoável esperar que os perigos associados com o uso recreativo do efavirenz seria pelo menos tão grande quanto para LSD No entanto, não são susceptíveis de ser. perigos ainda maiores, como pode haver mais de um efeito e efavirenz foi desenvolvido para consumo oral como um medicamento para o tratamento de HIV-1. Gostaria fortemente advertem contra até mesmo experimentar com efavirenz e enfatizar que seria extremamente imprudente para qualquer um usá-lo para outra coisa do que o seu uso pretendido. "




quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Perigo de contagio de HIV redobra devido a menos possibilidade de trocas de seringas....

Actualidade

Em Portugal o Programa de troca de seringas a toxicodependentes atingiu mínimo histórico

Diz o Site www.Publico.pt Que a Distribuição em centros de saúde está com problemas No ano passado, só 3% das seringas foram trocadas nestas estruturas de saúde...



O programa de troca de seringas, destinado a evitar o contágio do VIH entre consumidores de droga por via injectável, existe desde há 20 anos.
 À excepção do ano de arranque, nunca o número de seringas distribuídas foi tão baixo como no ano passado, foram apenas trocadas 952.652, uma diminuição de cerca de 130 mil face a 2012.
 Foi o primeiro ano desde que deixaram de ser distribuídas nas farmácias. 
O director nacional do Programa Nacional para a Infecção VIH/sida, António Diniz, diz que vão tentar que estas estruturas voltem ao programa. 
No ano passado, só 3% das seringas foram distribuídas em centros de saúde.
A troca de seringas, em que o consumidor de droga entrega uma usada e recebe uma nova, é há anos considerado um exemplo de sucesso na prevenção da transmissão do contágio por VIH. 

O ano passado foi o primeiro em que o programa passou a ser assegurado pelos centros de saúde, além das organizações não governamentais, incluindo equipas de rua. Mas olhando para os números do ano passado, divulgados pelo responsável, constata-se que só 28.624 das 952.652 seringas foram trocadas em centros de saúde, ou seja, cerca de 3%.
Sérgio Rodrigues, presidente da associação CASO (Consumidores Associados Sobrevivem Organizados), refere que do levantamento que fizeram em 27 centros de saúde de Lisboa, Porto, Gaia, Viseu e Barcelos, entre Dezembro e Março deste ano, encontraram várias falhas no novo programa de troca de seringas. “Só seis centros de saúde é que tinham seringas e nenhum consumidor lá tinha ido”. 
Inquerito feito a  22 consumidores que dizem que não iam aos centros de saúde porque se sentiam discriminados. 

O responsável nota que “a confidencialidade está em causa”. Sérgio Rodrigues, que é ex-consumidor, diz ter ele próprio feito a experiência. Foi a um centro de saúde pedir para trocar seringas e uma administrativa disse, alto e bom som, “está aqui um senhor para trocar seringas". "Toda a gente ficou a olhar para mim”, sublinhou.

Ao mesmo tempo, diz que os centros de saúde que supostamente fazem a troca “estão longe dos locais de consumo e tráfico, as farmácias eram próximas. Os consumidores não se deslocam”. Face às falhas detectadas, diz que “a cada dia que passa aumenta o risco de contágio com VIH e hepatite C

Os centros de saúde não são uma solução”.

António Diniz aponta algumas falhas ao relatório da Caso mas diz que poderá haver situações a resolver. Diz que vai haver uma relação dos centros de saúde abrangidos pelo programa no site da Direcção-Geral de Saúde e os centros de saúde que fazem troca têm que passar a estar identificados no local.
António Diniz reforça que as equipas de rua e os postos móveis aumentaram o seu papel na troca de seringas e que nas farmácias eram distribuídas um terço das seringas. 
O responsável lembrou que a diminuição da infecção por VIH entre consumidores de droga injectável Portugal é um caso de sucesso, esta população representava no ano passado apenas 6,5% dos novos casos de infecção, disse.

ISTO TUDO TAMBÉM É UMA GRANDE CHATISSE PARA QUEM TIRA A RESSACA A VENDER SERINGAS QUE GERALMENTE VÃO BUSCAR DAS TROCAS, E QUE TROCA UMA "BOMBA" (calão para seringa) por um algodão para tirar a ressaca...

Sim porque o toxicodependente que vai ao local de venda tipo Meia laranja por exemplo e vai lá so para comprar e até dar o caldo no carro ou numa esquina qualquer não esta certamente à espera da carrinha , compras logo ali a quem vende ( que são muitos) que são aqueles que vão juntando seringas para depois trocar...como só podem trocar algumas pedem sempre a alguem que lhes as troque para eles, e toprna-se um grande negócio...mas...na verdade vos digo que deveria haver uma maquinas nesse tipo de locais que o pessoal coloca-se uma moeda de 20 centimos para tirar um KIT porque na ressaca há muita gente a recontaminar-se com seringas usadas e rombas e não são assim tão poucos e depois à aqueles coquinados que não aguentam e tem logo que dar o proximo caldo para acalmar e não vão sequer a procura do gajo que vende Bombas...eu vi...e fiz isso Centenas de vezes

sábado, 22 de Fevereiro de 2014

Dose da Manha - Metadona

Dose da manhã
 
O acordar para mim é um arrastar, um ardor que me invade com uma fraqueza que quase já não me consigo levantar, sou despertado com suores que me encharcam os lençóis e me deixam num mau estar como que uma febre onde o frio e o calor me deixam histérico de uma raiva sem força de explodir.

Levanto-me com dificuldade, cada movimento para mim é embaraço,afinal,  tenho 38 anos e pareço um daqueles velhos que precisa da ajuda da mulher que ainda se mexe e o atura, para o movimentar. Assim sou eu.

A tremer olho para os lençóis molhados dos malditos suores matinais e para o conforto dos meus cobertores mas penso para comigo; não. Nem vale pena, será apenas um rebolar, um estar e não estar, um dormir acordado sem um sonho onde me agarrar.

Lentamente levanto-me e encontro as pantufas que com preguiça atirei para debaixo da cama na noite anterior, amaldiçoou-as por não estarem ali , já calçadas prontas para me transportarem até à porta do frigorifico, malditas, fizeram-me dobrar.

A ressaca é tão grande que nem urinar vou, apresso-me numa correia cambaleante e abro a porta do quarto, aquela luz que vêm da sala cujo o estore já deixa entrar o sol da manha ofusca-me, resisto, olho de relance para a cama mais uma vez, Não. Nem pensar… -Para de te torturar? Digo eu de forma enojado de tão mal disposto que o meu estomago me deixa…

Ainda olho para o sofá e vejo o cobertor que ontem me deitei no ver um filme até as tantas, os pratos no chão de uma ceia que só me fez mal e um cheiro a bafio próprio de quem esteve a fumar cigarros entre a janela e a rua gelada.

Os cheiros agoniam-me, revoltam-se-me o estomago, e continuo…

Finalmente estou à porta da cozinha. Abro o frigorífico, a metadona eu guardo-a sempre dentro de uma caixa de plástico envolta em várias camas de película aderente na prateleira de cima desta forma tenho a esperança que não perca as qualidades terapêuticas.

Rapidamente, e de forma automática, conto os frascos e com os dedos conto os dias para saber se as tomas estão corretas.

Com os dentes abro o selo do pequeno frasco de plástico que contém a minha “ vitamina” e despejo um bocadinho para dentro de outro frasco.  

Abro a torneira e com cuidado encho a outra metade do frasco com água, os líquidos misturam-se. Desta forma o sabor não é tão agreste, alias já me treinei a beber de forma a não tocar nas pontas nem nas laterais das papilas gustativas e digamos que se torna mais fácil, encho mais uma e duas vezes o frasco com agua para ter a certeza que não ficou lá nenhum resto, hábitos de típico drogado, que procura o ultimo gão de coca para fumar.




Chega uma altura que até este sabor intenso e único que quase me faz vomitar torna-se em um falso agradável, um anseio um prazer, uma certeza que daqui a alguns minutos vou estar aliviado daquele sofrimento matinal.